Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
RispondiEliminaE lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
beijo
Astrid
che bela parola!
RispondiEliminaMyra Querida
RispondiEliminaNão sabia desse seu blog, só tinha o endereço do outro, entrei agora pelo do Yosif. Estou encantada, você também é uma Poeta e muito boa.
beijos
Myra, pensando bem "rimpiango la presenza della tua assenza" è melhor que Drummond?
RispondiEliminache bello!!!!!!!!!!!!!!!!!
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