domenica 29 novembre 2009

uns poemas de Iosif Landau de seu livro" Eles Eu,Outros" 1999


REPOUSO

Nasci na era
do bonde puxado a cavalo,
do lampião a gás,
dos bulevares arborizados,
em casa majestosa,
pela mão de parteira,
sob o olhar severo do rabino.

Amamentado por robusta camponesa,
no meu sangue semita correm
campos de trigo,
pastos floridos,
florestas seculares,
picos nevados.













Renasci num país
de paisagens marinhas,
com palmeiras e sabiás,
à minha alma sombria,
seu feminino encanto
prometeu vida.




Abusei da paciência divina,
que seja vagaroso meu destino,



quero fluir
preguiçoso como o rio mar,
esquecer-me
dos picos nevados,
das duas existências.

Aqui repouso.


ERA UMA VEZ

Meus doze anos, calças curtas,
pele luminosa, seda do oriente,
olhos castanhos, cerejas maduras,
perfume de macieira, inocência.

Como a mãe em vigília,
dias escorrem em silêncio,
a grama por onde ando
esconde meus passos,
estrelas longe do meu alcance,
visões, idéias e pensamentos
em minha mente flutuam,
mão do destino guia.

Lendas de reis e princesas,
Excalibur e a Dama do Lago,
abrem as portas da casa escura,
flautas e oboés, Puck dança,
flores surgem da terra,
visão floresce,
ela deitada ao meu lado, encanto

Meu rosto vincado,
mapa do meu passado,
vida de longo caminho,
já fui criança,
mãe, me abraça.


CAMPONESA



Ao pé da foto palavras húngaras,
foi tirada na Transilvânia, acredito,
vestimenta de camponesa,
pena não ser colorida,
não deixar ver a delicadeza dos bordados,
o esplendor dos fios dourados.
Na aldeia violino, violão de três cordas e rabeca
animavam a festa. Incendiaram a dança?


Três passos para a esquerda,
três para a direita e o giro rápido,
você fez coro com os participantes?
São cantos de celebração da vida,
ritos de fertilidade, você assimilou-os.
De você nasci, rude e forte como um camponês
da Transilvânia.




Elena Landau, Bucareste, 1922


SANTA

Estranho pensar em você agora
que partiu quando eu estava longe
e voltei para enterrá-la
e não senti remorso


por não revê-la ainda em vida

Estranho pensar em você agora
quando meu fim se aproxima
e nunca ter sentido saudades suas
em toda minha vida

Estranho pensar em você agora
e na minha infância
e você linda e cheia de vida
não saía do meu lado

Estranho pensar em você agora
quando eu calvo, barrigudo, cansado
ainda me vigiava, olhar atento,
sua eterna criança

Estranho pensar em você agora
já envelhecida e tão generosa
que amava aquela mulher
que roubou seu garoto amado

Estranho pensar em você agora
por vezes rechaçada,
pouco compreendida,
por quem vivia ao seu lado
e apenas sorria sem paciência.

Estranho pensar em você agora
que sonhou através da existência
e comprava fantasias
nas cartomantes e falsas ciganas

Estranho pensar em você agora
que escapava dos pesadelos
com sonhos emprestados das drogas
escondidas na bolsa por você vigiada
com ferocidade

Estranho pensar em você agora
quando mergulhada na inconsciência
e sorria, apenas reflexo diziam,
eram visões, profecias, sonhos, milagres,
adorações, iluminações, êxtases,
era o mundo que você merecia

Santa piedosa, brilhante, inteligente,
Santa minha mãe
Você amou tanto a Vida!

venerdì 27 novembre 2009

sine qua non - foto Dominique Landau


el amor y la libertad
son dos factores
que siempre estàn presentes
y son necesarios en la vida
de un artista
el amor es el poder
de regeneracion
que que debe de ser
constante en tu obra

es
el
eterno
recomenzar
el
goce
constante
la
entrega
total
la
verdadera
comunicacion
el
sueno
consciente
estado
"sine qua non"
para
CREAR

giovedì 26 novembre 2009

peccato...



tra sonno
e veglia
sogna
ricorda
quella
bella
città


lasciata
tempo fa

adesso
come
sarà?

una parodia

mercoledì 25 novembre 2009

mieux vaut le silence

feindre
ne pas se laisser prendre
à ce jeu rempli d’incendies
– de faux mots –
pouvoir fendre
ainsi que la foudre
avant de nous laisser
croire encore
à leurs à propos
faudrait les pendre
tous
a leur bave qui nous crache
dessus
comme si de rien…



sorcière avec ton balai
fée et ta baguette de rayons dorés
lancez votre regard magique
invisible puissant
devenez frénétiques




faites tombez
avec un grand fracas
leurs cirques immondes
tous les cirques
leurs clowns ne sont plus ceux d’antan


- pleins de joies et de rires -








alors donnez –nous le silence

martedì 24 novembre 2009

fragmento de um quadro grande feito uns anos atras


uma
linha
pede
outra
uma
cor
chama
outra
e assim vai levando...

lunedì 23 novembre 2009

danzare

desiderava
danzare

si alza
sballa
non balla
le gira
la testa
che va in giù



perché non grida?

no
testarda
mentre
vortica
dondola
cerca
ancora
con una smorfia
e strana calma
di alzarsi



ce la fa
e
ora si
comincia
a ballare
con Tamara

outro desenho para o livro de Franco