mercoledì 19 aprile 2017

Naquela época fiz um quadro grande a óleo. Estava orgulhosa dele até que uma amiga me
disse: “Mas o que você fez?! Não pode por estas cores juntas!”. Ela tinha feito Belas Artes…
Respondi que ninguém me podia proibir de pintar o que queria. A resposta veio curta: “A
audácia dos ignorantes...” Hahahah! Adorei e continuei.
Liberté totale
Quelle merveille
Personne pour te gouverner
Te dire ce que tu dois faire ou ne point faire
Ce qui est permis ou pas permis
Alors je continue
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Fim de 1959. Circunstâncias, sentimentos, novidades… destino?
Fui para o México. Casei com Miguel. A Cidade do México, com aqueles incríveis indígenas
com suas roupas de cores. As mulheres com os seus “rebozos”… Senti que já não podia
pintar como no Brasil… Fiquei perdida no tempo. Sem saber o que pintar.
1960
Entrei num atelier de gravura, na Ciudadela, gravei, mas não gostava de imprimir, não queria
sujar a placa... Além do mais o torculo era muito pesado para mim. Conheci muitos artistas
que iriam ter muita importância na minha vida: Luiz Lopez, Losa, Billy Barclay… Uns bons
outros nem tanto... Um ambiente simpático. Conheci Fernando Vilchis e Leticia Tarrago.
Fernando, mais tarde, ajudou-me. Era um grande amigo.
Entretanto, comecei a usar metais diferentes. Comprei ácido nítrico, percloruro de ferro, e
ali nasceu o ”Objet d’Art en Soi"! Como? Ah se você soubesse… Quase me envenenei.
Coloquei uma placa no ácido nítrico puro e saí correndo do quarto. Um cheiro insuportável...
Esperei pouco, senão o ácido iria “comer” todo o metal. Entrei… Uma maravilha! Continuei.
Estava fascinada com o resultado. E foi assim que tive minha primeira exposição em 1963,
na galeria Juan Martin. A apresentação foi feita por Paul Westheim. Se bem me lembro, ali
vendi quase tudo! Isto não iria acontecer mais...
Você acha que o talento é considerado somente quando se vende muito? Que disparate…
Não, não vou discutir isto com você, desperdício de tempo... Hoje em dia o tal “marketing” é
mais importante e eu nada entendo e nunca entendi disso! E, mesmo assim, continuava e
continuo pintando.
Naqueles dias o que era importante para as pessoas era esperar a opinião dos críticos, para
ver se compravam algo ou não! Vendo bem, era igualmente "extraordinário!"
Com as minhas placas, comecei a entender e ver o abstracto. Nova época, papéis grandes,
frottis com dedos e tinta china, pintura a óleo sobre tela… até chegar a minha segunda
exposição, na Galeria Opic, em 1964.


primeira foto Feranando Vilchis
segunda placa de metal

7 commenti:

João Menéres ha detto...

Só o Artista orienta o seu percurso !
Quem disse a Picasso ou a Dali o que e como haviam de pintar ?
O Artista fará avanços e terá recuos certamente.
Mas é ele que pisará a terra em cada dia.
As opiniões de amigos e de críticos sérios poderão ser escutadas, mas não têm que ser seguidas:

Grande beijo, querida Myra.

myra ha detto...

sim logico Joao!eu segui adiante sem jamais dar satisfacoa a ninguem...
bjos

Luísa ha detto...

A eterna manis de quererem "castrar" a criatividade do artista! Vova a perseverança! Viva a liberdade!
Beijinho

Eduardo P.L. ha detto...

Fez muito bem em nunca ter dado satisfação sobre seu trabalho. Ele é bom, exatamente porque é único. Coitada da sua amiga que fez Belas Artes.

Bjs

Li Ferreira Nhan ha detto...

Também tive uma professora que me dizia para eu ter cuidado com o amarelo. E minha filha, que desde muito pequenina desenhava muito bem, teve uma professora (a segunda professora) que disse a ela para parar de desenhar pois o desenho não a levaria a lugar nenhum.

Pelo visto, desgraçadamente, pessoas estúpidas sempre existiram e continuam a existir.

Branca ha detto...

Gostei muito, muito de tudo o que li querida MYra e de constatar a tua independência e capacidade de te afirmares desde sempre.
Pelos vistos há muitos maus exemplos de alguns professores ligados às Belas Artes. A minha filha também teve uma professora no momento de optar pelo seu percurso que lhe disse que o desenho e a pintura não eram muito rentável, para optar antes pela arquitectura por ser um curso mais clássico e que considerava com mais saída. Pena, andou por outras áreas e muito mais tarde voltou a fazer o que gostava e continua a aprofundar depois de alguma frustração.

Muitos beijos.

myra ha detto...

bom dia Joao, me diz por favor como faco para responder aos amigos que vem aqui me ver, responder AQUI!!!! a cada um...bjo de bom dia e de obrigada :)