domenica 23 luglio 2017

outra vez tantas saudades de meu irmao....entao aqui ele escreve:



Chegara ao Brasil com dezesseis anos em dezembro, meu aniversário dos dezessete foi em abril de 1941. Bem vividos sob alguns aspectos, testemunharam parte da história pouco nobre da primeira metade do século XX. Eu era um inocente, um crédulo, um tímido, não imaginava a maldade, a safadeza, a crueldade da alma humana. Eu era bom, gentil, alegre, educado, nunca mentira em toda a minha ainda curta vida. Era um sonhador, via a beleza sempre ao redor, amava os amigos, amava a vida, não sabia o que era raiva, ódio, medo, temor. Era pródigo, o dinheiro no meu bolso era de todos, minha casa era a casa dos amigos, eu era assim. Fui feliz e eu sabia que era feliz. Por vezes meu "estopim curto", que não considero um grande defeito, trazia-me encrenca. Gostava de esporte, de divertimento, minha sexualidade era muito ativa, as mulheres fascinaram-me sempre. Sem ser um belo astro do cinema, não precisei me empenhar muito nas conquistas, a todas eu tratava
com reverência, prostitutas e donzelas. Casei-me com a mais bela. A rendição ao verdadeiro panorama, o despontar da realidade, da visão do feio, do ruim, o que muitos consideram ser maturidade, chegou-me muito tarde, aos poucos, sorrateiro, os ovos da serpente instalando-se em silêncio. O choque foi violento, vivi o resto da minha vida como num ringue de luta, distribuindo pancada, levando muita, caindo, levantando-me, às vezes derrubando o
oponente. Ganhei alguns rounds, perdi muitos, machuquei-me em demasia, fui abençoado com cara de poucos amigos, mas não conheci o medo, enfrentei com a coragem do desespero tudo o que vinha pela frente, aprendi a ser líder, aprendi a engolir sapos, tive também recompensas, conheci como poucos meu Brasil amado, sua natureza pungente, rios mares, a Amazônia cobiçada, apaixonei-me pelo povo agreste, ajoelhei-me humilde diante da sua coragem.
Pergunto-me incessantemente, mesmo nesse instante: perdi ou ganhei? Valeu a pena? Creio que as respostas agora nada s ignificam. Se o sucesso dos meus filhos é o meu grande troféu, valeu. Se o meu desapontamento com meu fim
de vida é o resultado, vale um zero. Não sei definir ética, comportamento ético, o que significa? Fico me perguntando: o que valia na Grécia antiga, vale hoje? Onde está a recompensa? A sociedade num todo se comporta de modo duvidoso, por que então do indivíduo é cobrado o contrário? Desvio-me do caminho, mas memória também é desabafo.





eram tao felizes...o amor da vida dele :Lia!

sabato 22 luglio 2017

sempre de Vinicius..para Dominique e Tamara

Coisa mais bonita é você 
Assim, justinho você 
Eu juro 
Eu não Sei por que 
Você 
Você é mais bonita que a flor 
Quem dera 
A primavera da flor 
Tivesse todo esse aroma de beleza 
Que é o amor 
Perfumando a natureza 
Numa forma de mulher 
Por que tão linda assim não existe 
A flor 
Nem mesmo a cor não existe 
E o amor 
Nem mesmo o amor existe 
E eu fico um pouco triste 
Um pouco sem saber 
Se é tão lindo o amor 
Que eu tenho por você 




venerdì 21 luglio 2017

saudades das palavras e cancoes de minha epoca...com Vinicius////

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
e por falar em beleza
Onde anda a canção
que se ouvia na noite
Dos bares de então
onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você






saudades deles todos...onde andam voces ???


giovedì 20 luglio 2017

...de Vinicius de Morais...



Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida,
 Eu vou te amar
Em cada despedida,
 Eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, 
Eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

 poderiam tambem ser escritas por mim para minha filha !


martedì 18 luglio 2017

marionettes - mesmo si ninguem vem me ver...escrevo..somente a Chica fiel leitora! agradeco!


Toujours à l'avant
Traverser mers terres cieux
Je ne veux point de frontières
Elle me suit et c'est bien
Car dans ces moments d' extrême désolation
Nous sommes deux comme toujours...
On voudraient devenir sourdes surtout...
Ne pas faire attention
non pas par prudence
Mais par insctinct
Se défendre
Pouvoir faire disparaître
Toutes ces paroles
Vrombissements
Vomissements
Paroles vides
Criblées d'un cynisme qui nous crèvent les yeux
Un non-sens plein de fausseté
D'un côté... de tous...
Les âutres?
Comprends plus rien
Terrifiés cependant à entendre les
Paroles devenues à la mode: terrorisme terroristes — d'ailleurs toujours existés —
Et comme la soi disant mode, ainsi aussi tourne en rond sur soi-même
Premiers terroristes?
On le sait bien — ceux qui gouvernent —
Qui nous gouvernent
Nous pauvres hères
Marionettes de ce guignol
Sommes restés sans cervelles impuissants presqu'ignorants beaucoup de pauvres croyants
Très peu de discernement — difficile —
Tombés au beau milieu
De ce mauvais goût
De ce bout de ce tout
Devenu sans aucun sens
Feindre
Se laisser prendre
À ce jeu rempli d'incendies — de mots —
Attendre les incendies des vrais feux...
Pouvoir fendre
Ainsi que la foudre
Avant de les laisser se prendre à leurs propres jeux
Faudrait les pendre
Tous
A leur bave qui nous crache
Dessus
Comme si de rien...
Sorcière avec ton balai
Fée et ta baguette de rayons dorés
Lancez votre regard magique
Invisible et puissant
Devenez frénétiques
Faites tombez
Avec un grand fracas
Leurs cirques immondes
Tous les cirques
Leurs clowns ne sont plus ceux d'antan




uma imagem triste zangada como esta linhas em cima....

lunedì 17 luglio 2017

MEU GRANDE AMIGO Proffessore Franco Grassetti



Franco cosi gran amico da piu di 20 anni!
 sei venuto a vedermi dal,Italia...sono stata piu che felice
Quem sabe quando vamos nos ver outra vez!!!!
 TI VOGLIO TANTO BENE!!!!!

domenica 16 luglio 2017

Vade .....

Troppo piena la mia casa. E mia. Ed è mia la mia vita. E la mia vita è
piena di tutti voi. Voi sieti la mia vita. Strapiene le pareti della mia grotta. Piena
di tesori inimmaginabili. Trecce infinite di avvenimenti radunati, ottenuti con
entusiasmo e curiosità, ostacoli a volte superati, lotte ancora da vincere e per
farla finita, diciamo che siamo, la mia casa ed io, i reduci di un passato
stravagante, strafatto e straordinariamente presente.
Evviva, come dicono, Marco, Mauro e Tamara.



Je vous adore. Passé. Présent. Futur. Et aussi, passe-simple, imparfait, passécomposé.
Infinitif. Tous les temps. Conditionnel, surtout pas.
Je vais en finir bientot avec ce livre de mémoites – qui n’a rien a voir avec un
livre – ce n’est qu’une lettre un peu trop longue. Et comme dit Milena, un”
strappalacrime”, et ceci me fais presque faire marche-arrière. Impossible. Ainsi,
je vous demande de la lire – la lettre infinie...- avec l’image du crépuscule
devant vos yeux. Pourquoi? Parce que ce brin de mélancolie et de nostalgie en
fait partie. Et puis, soyons réalistes, mes chers amis, arrivés à un certain âge, n’
a-t-on point le droit d’être nostalgique?
Retrocedi, vida.
Je n’écris pas depuis quelques jours. Il fait trop froid.


E, por favor, retrocedi, vida e leva-me aos trópicos... Até parece que todos os
santos quiseram me mostrar que o frio, real, é pior que outro, aquele que me
inundou quando vocês foram embora..

Tamara Mauro Marco.

venerdì 14 luglio 2017

FRANCO, un enorme ami...

quelle merveilleuse surprise! Franco, mon grand ami et miraculeux docteur! est venu me voir! cela faisait 20 ans qu,on ne se voayait 
pas...on s,ecrivait!

Heureuse ....










giovedì 13 luglio 2017

1979 - Campeche - Mexico

afrouxo o corpo
olhos abertos
afasto
os pesadelos
quero dormir
sonhar contigo
com quem?
sabes
muito bem
com quem

*

somente imagens

hoje digitalwork!








martedì 11 luglio 2017

fragmento Vade Retro...



 Eh, oui, je le sais que je me répète. Je ne le ferais jamais assez.
Oui, te le dire, te le crier, te l’écrire, te le murmurer, te le pleurer, te le chanter –même si je chante faux – s’il le faut, je crierais à tous les vents et à tous les coups combien je t’aime et je n’y viendrais jamais à bout. Et voilà que tout à coup j’ai devant mes yeux, ceux de ma mémoire, voir avec ma peau et oh! merveille, avec tous mes sens et surtout le sixième, le jour que je t’ai vu pour la première fois. On dirait que les années sont toujours là. Quand je pense à toi.
Moi qui croyais ne pas avoir ce sentiment maternel inné, paraît-il, chez les les femmes, l’instant que je t’ai eu dans mes bras, j’ai compris ce qu’était et la vie et le bonheur, la joie et la peur. Oui, un frisson de terreur m’ a parcouru de haut en bas, au dedans, au dehors. J’ai eu peur de ne pas te reconnaître lors qu’on serait venu te prendre pour te rammener après, quand bon leur semblerait. Je parle de la clinique où tu es née: Arnaldo de Morais, à Rio. J’avais entendu dire que parfois par négligence on confondaient les nouveaux nés et on les changeaient...Tu parles de l’effroi qui m’a envahi! Ce qui a provoqué une force de tigresse et des cris d’une forcenée, car je ne voulais pas te lâcher! Ton père croyais que j’étais devenue cinglée. / 
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Je t’aime, c’est tout. C’est la seule vérité qui compte. Et ainsi, ici, je dis:
Vade retro, retrocedi, diabo de vida.
Pour t’avoir à nouveau, toute petite, toute douce près de moi, plus près, très près puisque tu étais dans mes bras....

lunedì 10 luglio 2017

Nos casamos en Taxco - lindissma cidadezinha no Mexico -

Estaba pensando en mis primeros años al lado de Miguelito, como tú lo
llamabas. Años de gran cambio. Años intensos, interesantísimos – toda una
revolución en el campo de las artes, teatro, etc ., debido a Miguel- Tantos
eventos en los cuales tomaba parte, de los cuales me sentia hacer parte. Ah, pero
te quiero recordar como nos reímos de tu inocencia – hoy practicamente
inexistente después de los, que sé yo, a lo mejor cinco años – Miguel e yo, cuando
al regresar de Taxco, donde nos habiamos casado, asi , de improviso, Elin ya no
estaba... No habíamos podido casarnos porque todavia no era divorciada e além
do mais, pr’a que casar! Al pasar cerca de una casa colonial linda con un
montón de personas vestidas de blanco, traje típico de los indígenas de por allí,
de repente , Miguel me pregunta:” Nos casamos?” El presidente municipal era
su compadre. Entramos: “ pero donde estàn los testigos? Dijo el amigo.
Miguel sai e volta com dois sujeitos todos de branco vestidos e com uma cara
cheia de alegria e um pouco de surpresa. Claro, nunca ninguém, pelo menos não
um “ branco” les habia jamàs pedido tal cosa. La cerimonia fue corta . Al salir ,
fuimos todos a tomar tequila en una cantina y todos se emborracharon. Menos
yo que no queria perderme estos momentos que me parecian sortir d’un livre .
Casi un cuento de Juan Rulfo o Francisco Rojas G. Meses después supe que
Miguel les habia dado 20 pesos a cada uno. Era mucho dinero entonces para
quién tenia tantos hijos y dinero casi inexistente.......





TAXCO

ILLUSIONS

Mon ambition et illusions –
comme tu vois – n’ont point de limites. Pas encore fini celui-ci, de soi-disant
livre et dèjà je pense commencer un autre! Peut-être, dis-je cela car ces tapis,
ces candélabres, me transportent loin, trop loin et dans le lointain pays ou je
suis née. Des images me remplissent les yeux, ma mémoire est trop claire, et
parfois cette clarté fait trembler.Pourqoi? De quoi ai-je peur de me souvenir?
Revenir? Revenir d’où... puisque je crie sur tous les toits que je ne viens de nulle
part, n’appartiens à aucune terre. Retourner? Toujours tourner en rond. ..
Non. Les retours cela n’existe pas dans mon vocabulaire. J’erre libre comme
l’air . Sans jamais savoir où et quand cet air m’emportera peut-être dans une
autre ère. Auprès de mon père. Cet homme a qui nous devons d’être sur la
terre. Lui, déraciné, moi sans racines...
Et tu sais quoi, Dominique, credo che sono arrivata a una scorciatoia. Non
voglio più passegeare nel passato. Guardare queste infime cose rimaste da quel
lontano tutto, mi fa troppo male. Une identité? Oui, je l’ai quand même récrée
avec et dans l’amour et l’amitié – (qu’est-ce l’amitié sinon l’amour sans sexe!) la
beauté, l’intelligence et la création. Mes racines, à présent c’est vous tous que
j’aime. Qui m’aiment. Qui que ce soit. De n’importe ou et n’importe quand.
Passé, présent, futur. Tout est ici. Tout à toujours été partout. Partout ou j’ai
ete, ou je suis,ou je serais///

.

sabato 8 luglio 2017

PAPEIS RECICLADOS


,,, e transformados em objetos -  1999....





un fragmento de Vade Retro...

.....asi como estás equivocada en crer que la educación sirva de algo. No
sirve ni siquiera el ejemplo. Conozco familias de seis o más hijos. Misma
educación, con buenos ejemplos de sus padres y que resultó? Uno es ladrón, el
otro fraile, una es puta y por allí puedo seguir.”Efectivamente Miguel tenía
razón de quererte. De decir que eras dulce y sensible. Te recuerdas cuando
regresó de su operación de la ulcera? Todos ustedes, niños estaban en la casa.
La única que corrió a abrazarlo y preguntarle :”Miguelito, como estás, te
duele?”, fuiste tú... No me olvidaré jamás de la mirada al mismo tiempo triste y
un “nosequé” de gratitud hacia mì por ser tu madre. Creo. En aquel momento
asi lo interpreté. Tiempo después me dijo lo que te acabo de contarte.

Se murió. Los seres como él raramente viven mucho. Dan todo, de manera tan
intensa, excesiva que se agotan. Pero su obra - sin ostentación, sin vanidad, sin
pensar que “han llegado o triunfado “-queda. Pasa el tiempo. Pasa. Llegarà el
dìa en que se les darà su merecido lugar. No ha llegado todavia su máximo
reconocimiento. Algunos piensan que murió vencido en su lucha por la verdad.
Totalmente falso. Cada dia que pasa se comprueba, en cosas pequeñas, en cosas
grandes, por todos los lados, que Miguel murió, triunfando en, por y con sus
ideas. Si fuera poco y lo és , pena que no estabas presente aquella bellìssima
tarde donde se hizo una mesa redonda en el Museo Franz Mayer, con tu madre
como invitada especial,- óbvio, era la primera vez desde que habia desparecido
Miguel, que se le hacia un homenaje - junto al actual director de Artes de
Mexico – ya sabes que Miguel fue el fundador, editor en fin, hombre orquesta
de esta revista, de las primeras revistas de arte que aparecieron en Mexico, pero
mientras las otras poco a poco desaparecieron, esta continùa hasta hoy. Tengo
la seguridad que este evento fue apenas el principio de otros en los cuales se
hablará de su importancia en el campo de todas las artes en Mexico. Basta
recordar que fue él , el fundador del Museo de Arte Moderno , reestructurando
las salas del INBA, para poder fungir como tal. Las otras cosas importantes que
Miguel organizó estan en el libro organizado por Jorge Olvera, yo y la
colaboracion de pintores, escritores, e amigos. Este libro tú lo tienes.
Quieres memorias, Dominique, aqui están. Puedo seguir por mucho tiempo
hablando de aquél que fue mi compañero por tan poco tiempo, que asi mismo
tanto me dió, tanto me enseñó, tanto me amó. No, no era apenas otro
intelectual. No. Era sobretodo un ser humano. Tan difícil de encontrar hoy en
dia. Un hombre sensible, espontáneo, sencillo sin pretensiones de erudito. Y lo
era, erudito. Y lo era, culto, hasta decir basta. Fue el hombre más sencillamente
inteligente que jamás he conocido. Y te aseguro que conocí un montón. Además
tenía el don de sintetizar, decir las cosas mas complicadas de un modo que hasta
un analfabeta las entendia. Su fina ironia y su agudo sentido del humor. Y con
todo esto, boemio al máximo. Quiso ser médico. No pudo. Falta de dinero para
los estudios. Para ganar dinero a los 17 anos tocaba el banjo con canciones
inventadas, escritas por él, en los burdeles de Puebla su ciudad natal. Alli hay
una escuela con su nombre. Por lo menos la hubo. Con el tiempo, quien sabe, la
gente es ignorante, a lo mejor ahora pusieron el nombre de algún politico
corrupto como lo son por asi decir, todos. Pero basta que una o dos personas se
acuerden, ... No está muerto. Y asi sério y formal como daba la impresión de ser,
no te puedes imaginar lo juguetón, y alocado que era .

venerdì 7 luglio 2017

VADE RETRO....inicio...

1
Vade retro – retrocedi diabo de vida.

La memoria soy yo. Que tal apagar esta memoria? Noria del tiempo busca a
tientos el tragaluz de pasados años o futuras “saudades”. La memoria soy
yo,que soy un “yoyo” en las garras irrefrenables de los días. Mi memoria soy yo.
Mi memoria solo es mía. Si mi memoria soy yo, si mí memoria es mía nada más,
puedo hacer que ésta se vaya pero que hago con el “yoyo” que se burla de mí ?
Esta memoria sólo existe para uno que las tiene. Estas memorias sólo tienen
importancia para mi, basta que ellas se vayan para que yo tambien me vaya...
con ellas. Adonde se irán? Allà donde yo me iré. Me iré con el corazón en la
mano. La mano derecha con la cual pinto. La mano izquierda, se dice que es la
del corazón, no me sirve de gran cosa. Así como yà no sirven las izquierdas... .
tampoco de nada me sirve este corazón viejo por fuera demasiado joven por
dentro. Total: total confusión. Total contradicción. Que así fué y es y -serà? -
toda mi vida. No creo que me queden muchas confusiones por hacer ni muchas
contradicciones para deshacer. Spero che non ci sia ancora el caos total.
Todavia me recuerdo espero estar aún cuerda y con bastante cuerda: creo que
comencé por hablar de memoria..Será memoria la cual a veces empieza a
fallarme - o serán memorias? No querràn decir lo mismo? La memoria
universal a veces se pierde, se distorsiona, se modifica, cae en el olvido, se
falsifican hechos, se esconden, en fin que sé yo que les pasa a los hombres que la
escriben o la gritan o susurran- depende de lo que les conviene - esto es, la
famigerata ma non esagerata convenienza que detesto. Entonces porque mi
vanidad, pretensión o sepa la chingada qué,? porque hablar de memoria? que
aun no decidí si es sólo mía o es universal. Basta de incoerencias. Si, yà que mi
memoria es solo mía, no puede ser también universal. Afinal quien soy , sino un
granito de sal en este oceano de mundos... Otra vez, confusión. Es que
pertenezco a este “ oceanomundovueltoimundopoluídodestruído”. Mundo nada
mudo apenas sordo, confuso y confusional. Mundo que apesar de todo continúa
a gustarme. Reconozco que , un poco menos con el pasar de los años. Los
últimos. Pero en él están los que quiero, los que he querido- no creo que me
alcance tiempo para querer a muchos màs...Como introducción- claro està- es
toda una confusión. Dejemos esto de lado, yà que nado en plena huída de lo que
no quiero decir. Que no sé que decir. Que te vas. Que me dijiste que debería
escribir el libro de mi vida. Ida. De cuales de mis vidas quieres que escriba?
Aquella que nada en muchas memorias? o aquella cuyas memorias se están
yendo? o aún aquella sóla memoria adonde soólo tu memoria -noria profunda -
traslucida me trasporta en la puerta de anticipadas “saudades” o todavia más,
las memorias de antes que tu nascieras, o las que tenemos - tuvimos- juntas.
Prima lasciami dirti una volta ancora che ti voglio bene assai.
De cual vida quieres que hable? de la que fué y yà no sera, de ésta aqui y ahora
que no es vida o de una vida sin memoria, la que vendrá sin ti? La memoria
universal me huye. Dentro de ella yo soy menos que una hoja al viento. Este
2
viento, tramontana, montaña de aire tremenda, que da miedo, peor que el norte
en Veracruz- te acuerdas? así se llama aquí, palabra muy bella pero de una
fuerza travolgente - otra palabra que, ésta sí, me envuelve de sueños, mar, amor
y quien sabe cuántas cosas más de las cuales ahora estoy tan lejos.Veo que me
pierdo una vez más. Divago. Así soy. Me conoces. O no? Bueno te decía de la
palabra travolgente, sim gente. J’ai dis qualche giorno fa a Marco et Mauro que
iría escribir en las cuatro linguas que me gustan:portugues, español, francés e
italiano. Del mismo modo como siempre hemos hablado tu e yo en Mexico, en
Brasil. Todo mezclado y ahora anche l’italiano. Comme ceci ma mémoire, mes
mémoires ou anti-mémoires (excuse-moi, Malraux) seràn aún más confusas e
ninguém vai ler. E daí? Jà que também nadie lo publicará. Eh, oui qui voudra
publier ce fenómeno literário ou anti-livre? Ovviamente nessuno.
Creo que escribo en vez de llorar. Reir sola es dificil. Pinto por destino, por
vagar, vagabundear libremente, sin pensamientos que me atornillan al presente,
al passado yà tan passado e oxidado o al futuro que me quiere encarcelar en la
tristeza. Cuando tiro palabras sobre el papel és como tirar polvo al aire. Vuelan
y sé que nadie recojerá este polvo muy difícil hasta de percibir. Por lo tanto,
mucho mas dificil publicar. Questo non lo farà mai nessuno.
E forse fra poco sarò nessuno. Que no te lo había dicho? Creo que alcanzaré
en fin, mi estado de gloria, mi verdadero destino. No pertenecer a ningun lado.
Oh, alegria, ya no tener papeleo, fronteras, bandieras e todas estas coisas
absurdas que as pessoas devem ter para ser personas. Eh, si, sin papeles no eres
nadie y a ningún lado ni vas ni vienes ni estás...Obvio que no podré vivir en este
estado de gracia. Pena. Ma chi lo sa forse adesso ho finalmente compiuto il mio
destino: no sabía Maria Dolores hace unos veinte anos atrás cuando empezó a
llamarme “duende “, que ésto se cumpliría. Sans papiers, c’est à dire sans
passeport, car pour des causes illogiques, plutôt stupides, il est possible que je
reste sans aucune nationalité , perdant ainsi la troisième. Et, bien, ya no seré
nadie. Assim alcancarei meu desejo de sempre: volverme fantasma. Un
fantasma tiene memoria? Memorias ? Seré todavia yo? Si no seré yo obvia
mente no tendré memoria, pero estoy segura que, memorias, si tendré. Tantos
fantasmas, duendes e folletti que vagan por alli...Perché insisto in divagare?
Devagar se vai longe , por isso. Divagar y vagar es la meta de cualquier
fantasma que se respeta. Una de las cosas que más les gusta a los duendes es
jugar con las palabras. Desde luego creo que pasé el stage de feu-follet.L’âge,
vois-tu. Entonces soy fantasma. Està bien. Así, trasparente, invisible,
irreperibile puedo seguirte. Senza lasciare le mie tracce, poiché debido a la de
por sí extraña metemspicosis me materializo fantasma.Ver sin que te vean,
estado ideal para cubrir un montón de cosas: por ejemplo, la vejez o el mal
humor que te envuelve cada vez más debido a la impaciencia o intolerancia al
encontrarte con la creciente progresión de la estupidez y maldad de esta
famigerata società que alguna vez era humana...Aqui ès obligatorio un
paréntesis :no quiero referirme a ninguna sociedad en particular, creo que a
buen entendedor una palabra basta.O tal vez se han vuelto todas iguales. Más
que verosímil. Las derechas siempre fueron unidas, compactas... Te parece que
hablo sin nexo? No importa. Tu me entiendes. Seguramente serás mi único
lector.




giovedì 6 luglio 2017

fin de l,expo a Pulchri

os quadros estao de volta ao seu lugar
.acabou a exposicao na La Haya...
quem sabe se vou ter outra em algum lugar...

dficil a esta altura de minha vida...


.


aqui foram embrulhados para levar  
aqui foram desembrulhados para ficar  /

mercoledì 5 luglio 2017

POSTFACIO- Uma Vida a Pintar


A Myra entrou na minha vida como um vulcão.
 Já não sei exactamente quando foi. Talvez em 2009. Foi na sequência de uma brincadeira na blogoesfera. De repente ela descobriu o meu blogue. Só me lembro de ela ter escrito: “ Como não tinhadescoberto isto antes”. E nunca mais largou o Expresso da Linha.

Eu não sabia nada dela. De onde era, de onde vinha, para onde
ia. Não sabia a idade. Não sabia que pintava. Passámos a ter uma
correspondência diária. A pouco e pouco fui-me apercebendo da
dimensão da pessoa que Myra é. Da grandeza da personagem e
da sua obra. Myra fala meio português, meio espanhol, meio
italiano. Myra tem pavor ao vento. Detesta frio. Diz que sofre de
meteopatia. Myra tinha então 83 anos. Salvo a meteopatia, nada
o fazia crer. De repente vi-me perante uma personagem do
tamanho do mundo. Uma artista plástica consagrada.
 Fiquei estupefacto. Mandei-lhe timidamente a biografia do Roberto Barbosa (um amigo meu) que tinha acabado de fazer. Ela
adorou. A partir daí começámos a falar a mesma linguagem.

Passámos a ser irmãos. Foi então que surgiu a ideia de uma
biografia dela feita na blogoesfera. Tudo partiu de uns escritos
que ela me mandou. Começámos a trabalhar. Eu escrevia, tinha
dúvidas, perguntava, mandava os textos, ela corrigia. Muitas
vezes ela falava da vida descomprometidamente e eu fazia os
posts. Foi sempre tudo revisto por ela, embora na parte final ela
estivesse já num ponto de confiança total.

 Depois eram os quadros e as fotos pessoais. Myra tem a maioria das coisas na Holanda, em casa de Dominique, a filha. 
Também não queria falar muito da sua vida íntima, coisa que, obviamente, respeitei.

Trabalhar com Myra foi fácil, se excepcionarmos a dificuldade
em desvendar algumas frases do seu “portunhol”.
 Mas até isso me deu prazer. 

Um dia recebi um quadro de Myra. Está na minha
sala. Passou a haver um Myra Landau em Portugal. Um quadro
espantoso. E fê-lo de propósito para mim. 

Ao acabar esta biografia, fico com vontade de recomeçar. Sim, muito, quase tudo ficou por dizer.

Myra partiu, entretanto, para Jerusalém.
 É lá que a espero encontrar, numa visita que fica prometida.
 Até lá fica a saudade dos escritos em que me sentia Myra, 
em que me sentia um pintor, com as suas dúvidas e os seus anseios.
 Com a sua fragilidade e a sua determinação.
 Porque Myra é tudo isso e muito mais.:

"Ritmo Graffiti" - um dos ultimos quadros antes de deixar Xalapa



Lisboa, Junho de 2013
Jorge Pinheiro

martedì 4 luglio 2017

continua Uma Vida a Pintar - Jorge Pinheiro

O ano de 1975 foi um ano de reconhecimento pessoal para
Myra. A convite de Fernando Gamboa, Director do Museu de
Arte Moderna, Cidade do México, Myra expõe individualmente
pela primeira vez naquele prestigiado Museu.
Mesmo que a repercussão no México tivesse sido diminuta, para
ela foi fundamental. Lá estavam todos os seus antigos amigos e
agora os novos, desde que fora para Xalapa. Celebração de uma
obra. Força para continuar. Certeza de que tinha encontrado o
seu caminho.
Ignacio Guzman, um dos melhores músicos da Orquestra
Sinfónica da Universidade Veracruzana, compôs e interpretou
para a ocasião uma obra para flauta, intitulada Ritmo Uno.
Gamboa confessou-lhe, mais tarde, que só tinha pena de não lhe
ter destinado uma sala maior para a Exposição. Isso ficaria para
1987.
O pai não viu a Exposição, mas, no Rio de Janeiro, encontrou
Gamboa e perguntou-lhe: “É verdade que a minha filha tem
talento?” Gamboa respondeu-lhe: “Senhor Landau, eu sou o
Director do Museu e expus as obras dela…”.
Mesmo assim  o pai nao ficou totalmente convencido...



obra escolhida por Fernando Gamboa
para  o acervo do Museu de Arte Moderna
do Mexico -DF. 







domenica 2 luglio 2017

so imagens...

nao sei mais o que dizer...estou muito cansada...
quero ser borrada do mapa...chega......

imagens feitas estes ultimos dias na computadora.




e continuo com Uma Vida a Pintar----

Em 1968 Myra era já uma artista consagrada. Uma artista de
vanguarda num país politicamente comprometido e dilacerado.
Nesse ano Myra empenha-se totalmente no apoio ao movimento
estudantil e intelectual criado a seguir ao massacre da “Noite de
Tlatelolco”, em que centenas de estudantes foram chacinados na
sequência de protesto pacífico. Myra recusou participar no
“Salão Solar”, subsidiado e comprometido com o regime de
direita de Dias Ordaz e que pretendia propagandear as
“Olimpíadas de 68”, elas próprias um acto de propaganda que
muitos intelectuais e forças políticas condenavam.
O movimento acabou por inspirar a criação de Associação de
Artistas Livres, chamada “Salão dos Independentes”, por
oposição ao salão oficial. A primeira mostra do “Salão
Independente” ocorreu na casa de Isidro Fabela. Myra foi uma
das fundadoras do “Salão Independente”, juntamente com
Manuel Felguerez, e a que depois se associaram os melhores
artistas mexicanos e estrangeiros residentes no México. O “Salão
Independente” percorreu o país durante três anos, com
permanentes exposições e repercussões a todos os níveis, tendo
um impacto mediático enorme, designadamente na imprensa.


A rebeldia de Myra encontrou aqui o confronto político e social
indispensável para crescer e se afirmar. Essa rebeldia não mais a
abandonou. Ela entendeu o significado artístico de tudo o que
era, de tudo o que expressava e a razão do que fazia. Em 1975
escrevia: “Somos eternos rebeldes e através da arte queremos
subverter o mundo, transformar o homem… A rebeldia é o passo
necessário para todo o acto criador”.



Os quadros de Myra transformaram-se em leituras
esquemáticas. Depurados a um extremo que só os mestres
conseguem. Na escrita, na fotografia, na escultura, é preciso
génio, é preciso saber ver, mas há que ter um dom: saber
expurgar o que não interessa; o que está a mais; o que prejudica.
A mensagem está na simplicidade, no ritmo. A mensagem está
em deixar os outros ver, descobrir, serem co-autores da obra.